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2 de setembro de 2011

Má notícia

Ontem liguei no meu serviço para confirmar o meu retorno. Pelos meus cálculos eu voltaria a trabalhar no dia 27 de setembro, mas segundo a moça do RH eu volto antes, dia 22.

Fiquei chateada por perder uma semana. Para mim todo tempo com meus filhos em casa é precioso.

O Miguel estava tomando café enquanto eu falava no telefone com o RH. Quando eu desliguei ele me diz chorando "Por que você tem que trabalhar?" E caiu no choro.

Quem conhece ele sabe que ele não chora, exceto quando está muitissimo cansado ou quando o machucado doeu muito. Eu fiquei com o coração partido. Dei um abraço nele e expliquei que depois que ele sair da escola irá me encontrar em casa.

Eita situação difícil...

15 de agosto de 2011

As formas de uma mãe

Uma dia em um restaurante americano uma mãe observou outra passando com um carrinho de bebê. Enquanto ela tentava ajeitar o carrinho entre as cadeiras, sua camiseta levantou e ela viu que apesar ela fosse esbelta, ela tinha aquela mesma sobra de pele em volta da barriga. Foi então que essa mãe percebeu que o corpo pós-maternidade é um dos maiores segredos da sociedade; tudo o que vemos do corpo feminino é ele sendo perfeito, e se parecemos diferente, devemos escondê-lo da luz do dia com medo dele ser visto.

A ideia dessa americana foi a de criar um site onde mulheres de todas as idades, formas, tamanhos e nacionalidades pudessem compartilhar imagens de seus corpos para que eles não sejam mais segredo. Assim poderemos saber com o que as mulheres realmente se parecem, sem cirurgias plásticas. O site se chama The Shape of a Mother, nele é possível encontrar diversos relatos e imagens do corpo materno pós-parto.


29 de julho de 2011

Como fazer um wrap sling


Você provavelmente já ouviu falar de sling. É a nova moda de carregadores de bebês. Eles são super práticos e confortáveis. Existem 3 tipos:

- ring sling: com ajuste através de aneis
- pouch sling: sem ajuste, parecendo um bolso
- wrap sling: é ajustado com amarração.

Já experimentei os três tipos e na minha opinião o mais confortável é o tipo wrap. Uso ele todos os dias para levar meu filho até a natação e as vezes chego a esperar a aula de 45 minutos terminar usando o tempo todo de pé (por opção é claro).

Esse tipo de sling está sendo vendido por um valor de cerca de R$100,00, mas eis a boa notícia: você pode fazer o seu! E não é preciso costurar!

Como? Super simples! Você precisará de:

- 5 metros de malha de algodão (mesmo tecido de camiseta)
- 1 tesoura
- alguém para te ajudar a cortar (opcional)

A largura deve ter 60cm. Meça os 60 cm de largura e corte todo o comprimento reto. Pronto! Você já pode usar seu sling!!!

Como o tecido virá com até mais que o dobro dessa largura você terá 2 wrap slings após cortar.

Agora é aprender a amarrar, (que pode parecer um pouco complicado no começo, mas não é) e sair para uma volta com o bebê no colo.


Abaixo um vídeo da Morada da Floresta explicando a amarração.

7 de junho de 2011

Bebê calmo ou mamãe calma?

Sou eu ou ser mãe pela segunda vez esta sendo mais fácil? Minhas noites de sono parecem ser menos estressantes do que foram na época que o meu mais velho tinha a mesma idade. Para ser mais exata, eu chegava a chorar por não poder dormir! Eu lembro muito choro e pouca certeza do que fazer. Será que ele tá com fome? Será que é dor? Será que ele tá com sono? Porque ele não pára de chorar?!

Hoje, quando me perguntam se o meu bebê chora muito eu respondo "não", mas fico na dúvida: não mesmo? Sim, meu filho de um mês de vida chora muito mas não tanto quanto o meu primeiro, por isso respondo que ele é tranquilo. Mas será que é ele que é tranquilo assim, ou sou eu que não me desespero como na primeira vez?

Será que as minhas noites de sono são consideradas "boas" porque desde o nascimento do meu primeiro filho nunca voltei a ter uma noite inteira pra mim? O fato é: diante a minha segunda vez como mãe estou indo melhor do que a primeira. Não me encano tanto por não acertar, não corro desesperadamente como se fosse salvar a vida do meu filho a cada vez que ele resmunga, não sinto tanto ciúmes quando alguém pega ele no colo como na primeira vez, alias quem quiser segura-lo um pouco me faz um favor!

Ele é lindo, fofo, maravilhoso, mas descobri na segunda vez que ele não é de porcelana, nem de exclusividade minha, e que não tenho respostas pra tudo, mesmo ja tendo sido mãe.

7 de maio de 2011

Feliz dia das Mães


Esse dia das mãe é mais que especial, pois ganhei o melhor presente que uma pessoa pode ganhar: um filho! E modestia parte, o  Nicolas é lindo! hehe

Feliz dia das mães para todas!!

22 de abril de 2011

Ansiedade de irmão

Desde que engravidei passei a me preocupar com o Miguel e a novidade de um novo irmão. Apesar dele ainda ter 4 anos, fiquei me culpando por ter esperando tanto para engravidar de novo. Por mim, teria outro
quando ele ainda tinha 2 anos, mas como temos que escolher entre várias áreas da vida, acabei por esperar.

Achei que o Miguel passaria a me dar trabalho, a sentir-se ameaçado pela chegada do irmão, achei que ele ficaria manhoso, que regridiria. Mas ao contrário disso, ele tem se mostrado muito ansioso em relação a ser um irmão mais velho.

Desde que contei para ele sobre a minha gravidez tenho trazido a idéia de "irmão mais velho", do quanto ele poderá ensinar para o irmaozinho. "O seu irmão não vai saber andar, a gente vai precisar ensinar ele", "Você vai poder ensinar o bebê a pular alto como você pula".

Um certo dia eu estava me despedindo do Miguel, deixando ele com minha mãe. Ele me pergunta "Aonde você vai, mãe?" Eu respondo "para o médico". Ele então me diz "não esquece de pedir para o médico tirar o bebê da sua barriga!".

É muito interessande acompanhar as hipóteses das crianças sobre a concepção e o fato de alguém carregar um bebê na barriga. Para o Miguel eu engoli um bebê quando ele era beeem pequinininho. Outro dia ele veio me perguntar se eu também tinha engolido roupinhas para o bebê. Eu dei risada e disse que não, que o bebê está pelado na minha barriga. Eu estava vendo a hora que ele me traria uma roupa para eu comer.

Numa outra situação o Miguel me disse que eu ia precisar engolir uma escada pois o bebê ia precisar de algo para subir até minha boca e nascer. Várias vezes ele me disse que o irmão sairia pela boca. Expliquei que não seria possível pelo tamanho, mas ele continuou insistindo.

Em uma de nossas conversas a respeito da gravidez ele apontou para meu umbigo e disse que era a janela para o bebê olhar para fora. Eu perguntei "ele tá conseguindo nos ver?" Ele respondeu que a janela estava fechada.

Agora no fim da gravidez ele se mostrou mais ansioso. Levei ele num dos ultrassons e o chamei para entrar comigo, ele me disse que não queria ir, que estava com medo. Lembrei que contei que para o bebê sair da barriga os médicos cortavam as barrigas das mães. A resposta dele na hora que disse isso foi "mas dói!". Expliquei que tomavamos um remédio para não sentir dor. Tenho certeza que ele pensou no dia do ultrassom que o médico me abriria na frente dele. Para ele entrar contei que só veríamos o irmão pela tela da tv. Ele aceitou, porém... no fim do exame íamos saindo da sala e ele protestou "E o bebê?! Eu quero ver o bebê!!!"

Ele teve a mesma reação, um pouco mais alterada numa consulta que ele tambem me acompanhou "Eu quero meu irmão" falou começando a chorar "Eu quero meu irmão agora!!". O último comentário que ele fez sobre o irmão que está há 15 dias de chegar foi que ele dividiria a mesinha dele para os dois tomarem café da manhã juntos.

Eu fico muito feliz com a forma que ele está vendo a situação. Espero que após o nascimento ele continue a encarar a chegada do novo irmão de forma positiva, tendo orgulho de ser o irmão mais velho. Logo saberemos.

16 de abril de 2011

Licença maternidade

Na 37ª semana de gravidez, acabo de entrar de licença maternidade. Na realidade minha licença só contará a partir do dia 25 de abril, ou seja, daqui a 9 dias. Acontece que trabalho em uma escola internacional onde em seu calendário a semana que vem será o half term (um break do meio do semestre), como quando voltaria do half term eu já estaria entrando na 39ª semana, resolvi adiantar um pouco minha licença e ja começa a descansar 10 dias antes.

Minha intenção era a de trabalhar até o dia dia parto mas como dirijo por pelo menos 30 minutos até chegar ao trabalho, trabalho a maior parte do tempo de pé, e tenho me sentido muito cansada, resolvi seguir a orientação da minha chefe e me afastar antes de entrar em trabalho de parto na frente das crianças.

Para terem uma idéia, esse é o meu pé no fim de um dia de trabalho. Para me recuperar só drenagem linfática!

Em São Paulo, as mãe tem "direito" a 6 meses de licença maternidade. Fui pesquisar e descobri que não é bem por ai. [Se alguém souber com mais detalhes a respeito, por favor compartilhe conosco a informação]. Pelo o que fui informada, o que é direito à toda mulher são 120 dias (4 meses) pagos pelo governo, os outros 2 meses que completariam uma licença de 6 meses são opcionais de cada empresa. Esses 2 meses opcionais são pagos pela própria empresa, que recebe uma dedução de impostos no valor equivalente a esses dois salários pagos à mãe.

Bom, fui saber com a escola onde trabalho se poderia optar por 6 meses. Me disseram que esses dois meses só se aplicam se houver algum tipo de problema de saúde com a criança, havendo carta do médico. Dessa forma, terei apenas 120 dias de licença maternidade.

Mas felizmente, no meio do meu afastamento estão as férias de julho, e por essa razão terei 30 dias de acrescimo. Total = 5 meses em casa.

Sobre o retorno ao trabalho, escola, babá, quem vai cuidar do Nicholas, eu ainda nem comecei a pensar. Me darei tempo.

12 de abril de 2011

5 maneiras para pais dominarem a ansiedade

Texto do site TinyBhudda , autoria de Geordie Proudfoot. Tradução minha


Pensei que tivesse abandonado a ansiedade após alguns aos de meditação. Então tive um bebê. É inacreditavelmente fácil para nós mães cair em permanente culpa e ansiedade.

Depois de alguns minutos vigiando meus pensamentos, percebi que eles acabam assim:

"Meu bebê está dormindo demais? Devo acorsá~la? Ah não, ela não dormiu o suficiente e eu a acordei. Não deveria te-la acordado, estraguei o dia. Como vou concertar isso? Não posso concertar isso. Não tenho idéia. Sou uma mãe ruim. Ela não tem rotina. Preciso colocá-la numa rotina. Mas é tarde demais! Como vou fazer isso? Deveria ter feito isso antes!"